sexta-feira, 31 de agosto de 2007

RECITAL BRILHANTE EM NOITE MEMORÁVEL

Não é comum o casamento das festas tradicionais com a música erudita, mas claro, onde o tenor Kurt Spanier põe a sua dinâmica... tudo muda.
As festas de Nossa Senhora da Saúde, organização da Junta de Freguesia do Capelo, no Varadouro, são há muito famosas pelo baile e romaria a esta bela zona balnear e termal.
Só que o Capelo foi escolhido por Kurt Spanier para os seus períodos de descanso da vida artística em Viena e assim, nos últimos anos, estas festas começam com o concerto da ermida, onde se mostra produto de qualidade dentro e fora do país.
Este ano o Kurt apresentou aos faialenses o barítono, natural da ilha das Flores, José Corvelo e todos têm razões de orgulho.
José Corvelo cantou e encantou a plateia, que encheu a ermida e o seu adro coberto por um toldo. Desde Francisco Lacerda, Claúdio Carneyro a Bach e Verdi, entre outros, e incluindo napolitanas, a voz e a expressão de José Corvelo cativou e mostrou que a qualidade deste cantor pode orgulhar o país.
Mas Kurt Spanier, ao contrário dos portugueses que nunca apostam no que é seu, mostra e apoia a prata de casa que tem valor, como um antigo aluno do conservatório da Horta que anda já noutros vôos por escolas de maior nível por esse país fora e ainda expôs uma soprano em formação na mesma escola e que empresta a sua voz a outros grupos da ilha.
Ao barítono José Corvelo resta desejar-lhe altos vôos por esse país e quiçá Europa, não por ser açoriano, o que é um orgulho para nós, mas sobretudo, pelo seu valor intrínseco...
Parabéns à Junta de Freguesia do Capelo, por integrar este tipo de eventos no programa das festas do Varadouro e ao Kurt Spanier pelo magnífica dinâmica que dá à actividade musical no Faial, uma aposta que tem acumulado vitória atrás de vitória.
Uma nota final que só um açoriano entende, a mística que pode resultar de um trio formado por um clarinete, um piano e um coro de cagarros ao luar, numa simbiose perfeita em termos harmónicos e melódicos... aconteceu no Varadouro.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

HISTÓRIA GEOLÓGICA DO FAIAL III - O Complexo vulcânico dos Cedros

Não sei se o fim do Vulcão da Ribeirinha foi resultado do esgotamento de magma da câmara magmática que o alimentava, se aquele material descobriu um outro caminho ou se as profundezas da Terra fundiram novas rochas e criaram uma nova câmara magmática. Certo é, que a alguns escassos quilómetros para Sudoeste do local provável da chaminé do vulcão extinto, há cerca de 410.000 anos um novo vulcão poligenético nasceu e ocupou a zona que hoje é o centro geográfico da ilha do Faial.

Tudo aponta que ao longo de quase 400.000 anos, até cerca de 30.000 anos atrás, aquele vulcão continuou a crescer, a derramar lavas, inicialmente pouco evoluídas e conhecidas por basalto, depois mais ricas em sílica e sódio. O magma foi então tornando-se mais viscoso, ocorreram períodos de alguma explosividade, outros de emissão de escoadas e momentos de dormência, que representam uma evolução natural deste tipo de vulcões com o tempo: os basaltos passaram a havaítos, depois sucessivamente a mugearitos, benmoreítos e traquitos; nomes estranhos, mas que apenas indicam que, tal como os homens, os vulcões poligenéticos também nascem, crescem e amadurecem, e a ilha continuou a crescer em largura e altura, talvez pouco mais de dezena e meia de quilómetros em diâmetro e 1300 m de altura.
Ao conjunto dos materiais formados ao longo destes anos os geólogos decidiram chamar Complexo Vulcânico dos Cedros... mas há menos de 30.000 anos o nosso vulcão decidiu mostrar do que era capaz, transformou-se e nunca mais foi o mesmo e formou uma das estruturas mais belas da ilha...
... mas isso fica para uma próxima vez.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

DESGASEIFICAÇÃO VULCÂNICA SUBMARINA? - Ponta da Espalamaca Faial

EXPLICAÇÃO DO VÍDEO ABAIXO

O magma, além da sua fracção líquida mais ou menos viscosa, possui uma fracção gasosa muito importante, a qual é mesmo um dos principais motores das erupções.
Em virtude de microfissuras nas rochas, os gases vulcânicos tendem a ascender até à superfície da Terra, sendo esta desgaseificação mais evidente em pontos onde a saída dos gases é concentrada como nas fumarolas (predomínio da água), sulfataras (enxofre) e mofetas (dióxido de carbono = CO2).
Menos conhecida da população é a libertação de gases difusa através do solo, cujas quantidades, variações espaciais e temporais podem ser medidas com equipamentos próprios, bem como interpretadas geologicamente.


Na última década de 90 acompanhei, num semirígido, o Prof. José Madeira, da Faculdade de Ciências da UL, num reconhecimento da geologia costeira do Faial, tendo então verificado da existência de um local na Ponta da Espalamaca onde saía grande quantidade de bolhas do fundo do mar.
Em 2002 o tema da minha tese, de que resultou um mapa colocado no post "Faial cortado à faca" teve como base um extensa cobertura geográfica sobre a desgaseificação difusa de CO2 na zona leste do Faial, não encontrei na área da Espalamaca manchas de libertação de CO2 anómalas.
Em 2007 foi muito noticiado o facto de se ter detectado uma emissão de CO2 dentro de uma casa situada na Praia do Almoxarife, sobre a escarpa de uma falha geológica. Acompanhei parte do processo, coordenado pelo CVARG, onde foi confirmada a situação, que levou ao realojamento da família num outro local.


Em conversa sobre este tema com o meu colega Marco Aurélio Robalo Santos, biólogo marinho, na semana passada, este confirmou a mancha de libertação de bolhas submarina junto à Ponta da Espalamaca, próximo da casa mencionada, mostrou-me inclusivé o filme que efectuara em apneia, no ano de 2005 e o mesmo foi colocado no post para todos constatarem o fenómeno.


Não foram feitas análises, não confirmo que seja CO2 (até porque vejo muitos peixes por perto), mas a falha geológica está na zona, a desgaseificação foi detectada numa casa em terra... fica o trabalho para mais geólogos trabalharem e confirmarem o que ali se passa, pois existe outro local na área embora com menos intensidade de bolhas
Comparado com a zona de emissão submarina na Queimada (ilha de S. Jorge) de onde já colhi amostras e rica em CO2, esta zona é duma intensidade fenomenal, senão vejam e impressionem-se com o filme do Marco Santos!

Desgaseificação vulcânica submarina? - Ponta da Espalamaca

sábado, 25 de agosto de 2007

RIBEIRINHA - Um vulcão extinto?

Ao falar do Complexo Vulcânico da Ribeirinha, declarei este vulcão extinto. Mas então o que leva a considerar um vulcão nesta categoria?
A Geologia não é uma ciência exacta e muitas das classificações em vulcanologia implicam rótulos respeitantes a um intervalo de características ou classe de parâmetros que usamos para comunicar. Mas muitas vezes existem dúvidas em atribuir a um vulcão uma etiqueta, pois na natureza encontram-se todos os elementos de transição entre as várias classe que criámos.


A USGS classifica os vulcões, em relação à actividade como activos, adormecidos (dormentes) ou extintos.


Vulcão extinto é aquele que os cientistas consideram improvável que ele volte a entrar em erupção, mas a incerteza para dizer isto é grande, por isso, utilizam-se vários critérios para o vulcão classificar deste modo, nomeadamente: não ter qualquer erupção há várias dezenas de milhares de anos, não lhe ser conhecida uma actividade sísmica, emissões de gases vulcânicos e deformações à superfície da terra ou outras que indiciem a existência ainda de magma em profundidade... mas por vezes há excepções e porque não admitir mesmo erros?


Apesar do Vulcão da Ribeirinha ser considerado extinto e tudo aponta para isso, incluindo cerca de 500.000 anos a "dormir" e o seu aparelho tão intensamente destuído que já nem se determina com exactidão a sua chaminé principal, tal não foi o fim do vulcanismo poligenético do Faial e a ilha continuou a crescer com um segundo vulcão que para uns está dormente e para outras activo, mas isso fica para um próximo episódio.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

HISTÓRIA GEOLÓGICA DO FAIAL II - a chaminé vulcânica da Ribeirinha

Como todos os grandes vulcões, o da Ribeirinha teve a sua chaminé principal por onde saíram muitos dos seus materiais, deve ter tido uma grande cratera e até... talvez uma pequena caldeira, mas após a sua inactividade, a chuvas, os sismos com os movimentos das falhas e os produtos de outros vulcões posteriores foram desmantelando e cobrindo o grande edífício então construído.

Hoje apenas através do estudo das inclinações das escoadas com a determinação dos pontos prováveis da sua origem, da estruturas pertencentes àquele vulcão é possível suspeitar o local provável da chaminé vulcânica. Vários elementos apontam para que esta se encontrasse próxima desta calma, bucólica e bela paisagem na zona entre os Matos da Ribeirinha e os principais pastos de Pedro Miguel. (clique sobre as fotos para as aumentar)

Com tanta flor, gado, calma e ar puro, dá para imaginar que neste local parece ter-se situado a boca principal do grande vulcão por onde a ilha do Faial começou?

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

HISTÓRIA GEOLÓGICA DO FAIAL I - O início

O Faial teve o seu início quando um vulcão poligenético se desenvolveu nesta zona e o seu cone vulcânico atingiu a superfície do mar há cerca de 800.000 anos. Este continuou a crescer por mais 200.000 anos aproximadamente e parece ter-se extinguido há já quase 580.000 anos.
O vulcão emitiu então numerosas escoadas de lava, teve momentos explosivos e períodos de inactividade ou dormência. Foi então responsável pelo nascimento de uma ilha que, provavelmente, teria um diâmetro de 8 Km, menos de 1000 m de altitude e cujos materiais expelidos formam hoje as maiores estruturas da zona nordeste do Faial, entre a Lomba da Espalamaca, a Ponta da Ribeirinha e os Espalhafatos (ver carta).


Vertente Nordeste do Cone Vulcânico principal do primeiro vulcão emerso e responsável pela origem do Faial sobre o vale da Ribeirinha (clique na foto para ampliar).

Devido aos afloramentos das rochas deste antigo vulcão estarem melhor representados na Ribeirinha, os geólogos, presentemente, designam-se ao conjunto de formações provenientes deste vulcão por Complexo Vulcânico da Ribeirinha.
No passado houve quem chamasse a esta mesma unidade vulcanoestratigráfica de Complexo Vulcânico do Galego, o nome do marco geodésico mais elevado na estrutura da foto, mas o nome foi entretanto abandonado.
NOTA: As datações apresentadas neste série de post são aproximadas, pois existem divergências entre autores e por isso o importante é a ordem de grandeza e a sequência dos eventos.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

REDE NACIONAL DA QUALIDADE DO AR - a estação

Perdida no meio das várias antenas de televisão e de telecomunicações móveis do Alto dos Espalhafatos, situada na Lomba da Ribeirinha, de uma forma discreta e com uma excelente vista para toda a freguesia, além de estender os seus horizontes para as ilhas da Graciosa, S. Jorge e do Pico (consegue-se descobrir o Pico a espreitar na foto), encontra-se a única estação integrada na rede nacional de medição contínua qualidade do ar dos Açores.
Esta estação mede em contínuo a concentração de óxidos de azoto, ozono, dióxido de enxofre e poeiras, a baixa altitude e em zonas afastadas de grandes centros urbanos. Transmite a cada 3 horas os dados para centros de controlo. Os resultados ficam acessíveis na página da Agência Portuguesa do Ambiente e permitem avaliar a qualidade do ar, estimar a sua evolução no tempo e ser integrados noutras redes da Europa e do Mundo.
Assim, neste cantinho do Faial, avaliam-se os efeitos na zona central do Atlântico Norte de toda a poluição atmosférica do planeta. Uma última curiosidade... por cá os valores indicam que o nosso ar ainda é bom, uma situação cada vez mais rara na Terra.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

FILARMÓNICA DA RIBEIRINHA - 83.º Aniversário

A Filarmónica Recreio Musical Ribeirinhense faz hoje 83 anos e apesar do pequeno número de músicos, pela qualidade de execução do conjunto e virtuosismo de alguns dos seus tocadores está de PARABÉNS.
Fundada a 15 de Agosto de 1924, este Filarmónica mantém viva a cultura musical na Ribeirinha, sendo esta a única das freguesias pouco populosas do Faial que mantém uma filarmónica em actividade. Certo que com dificuldades... mas resiste e persiste no tempo em que a televisão, a internet e outros meios de diversão, pouco a pouco, parecem tirar os jovens das nossas tradições.
Recentemente, a Filarmónica da Ribeirinha estabeleceu um regime de cooperação com a Artista Faialense, a mais antiga da ilha, o que permite não só o intercâmbio de músicos, experiências e saberes, como ainda colmatar algumas lacunas sentidas em vários instrumentos. Com isto, não só ambas ganham, como o Faial também.

De criança, recordo-me da invasão em minha casa dos jovens - então pareciam-me uns homens grandes! - para aprender o solfejo nas longas noites de inverno em torno de uma mesa sob uma lâmpada incandescente a petróleo, mais tarde, meu pai entregava os seus alunos a instrutores dos vários tipos de instrumentos, para eles se iniciarem na execução. Mais tarde chegou a minha vez e hoje ainda vejo alunos de então neste pequeno grupo. Posso admirar grandes orquestras, excelentes cantores líricos, mas o meu carinho por esta banda é vitalício e apoiar esta pequena escola é uma obrigação.
Desta Banda sairam músicos para outras Filarmónica aqui no Faial, para outras ilhas e para a diáspora no Novo Mundo, a Sociedade Filarmónica Recreio Musical Ribeirinhense, embora pequena, semeou em muitos campos e continua a dar bons frutos... PARABÉNS.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

FILARMÓNICAS DOS AÇORES

Num país onde, frequentemente, não se valoriza a cultura musical. As Filarmónicas dos Açores são uma manifestação de excelência no campo da expressão musical amadora.
Por todas as ilhas, milhares de pessoas encontram-se há noite no Inverno para ensaiar o reportório que irão actuar no Verão seguinte ao longo dos mais variados tipos de festividades.
Na foto abaixo, a Filarmónica mais antiga do Faial, prestes a comemorar os seus 150 anos, mostra a pujança e a capacidade de sobrevivência destas colectividades musicais.
Até há poucos anos, as Bandas estavam quase limitadas à execução de obras relativamente simples, muitas vezes marchas e arranjos de músicas populares.
Hoje, reflexo da criação de vários Conservatórios de Música, com professores vindos de várias regiões do mundo e ainda a aspiração legítima dos executantes em exibirem os seus conhecimentos e virtuosismo, existem várias filarmónicas que primam por apresentar obras de elevada complexidade, originárias do campo da música erudita mais antiga ou de compositores actuais, que são o fruto do intercâmbio com instituições musicais de vários países da Europa e Estados Unidos. Assim as exibições primam cada vez mais pela excelência das obras e da execução.
O Faial, com cerca de 15 mil habitantes, possui sete (7) Filarmónicas, algumas com um número de tocadores que quase não atinge as duas dezenas de pessoas, outras rondam a centena de elementos. Umas, mesmo de pequena dimensão, procuram explorar novos caminhos da música, outras mantêm os programas de cariz mais tradicional e algumas maiores primam mesmo pela excelência de todas as componente mencionadas.
Surgem ainda, cada vez mais, a cooperação entre bandas de menores dimensões uma forma de potenciar a actividade entre as colectividades musicais.
Filarmónicas dos Açores, pela percentagem de população envolvida, desmistificam o preconceito de que os portugueses não são dados à cultura musical de qualidade e são uma forma de conhecer a vivência do povo Açoriano.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

SEMANA DO MAR - Reordenamento do Porto da Horta

Há muito tempo que uma vasta franja de Faialenses aguarda por um reordenamento do Porto da Horta, que possibilite a ampliação de molhes e cais de acostagem, que permita a atracagem dos muitos navios de recreio que aqui passam, os cruzeiros que começam a nos visitar e ainda ofereça melhorias de acesso aos ferries de passageiros interilhas, sobretudo do Triângulo, e facilite as operacionalidade na baía das embarcações de maior calado... agora o primeiro esboço e maquete do projecto, a apresentar pela Secretaria Regional da Economia, encontra-se exposto no Pavilhão da Expomar, durante esta Semana do Mar na Marina da Horta. (clique para ampliar as fotos)
Uma oportunidade a não perder para se conhecer o que se propõe para aquele espaço fundamental à cidade da Horta
As obras no porto da Horta tem uma particularidade relativamente à da maioria de outros portos no arquipélago. Estas não são feitas para possibilitar o desenvolvimento turístico futuro da infraestruturas, mas sim para responder as exigência mínimas da procura que já existe naquele Porto na actualidade.
Semana do Mar: programa

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

SEMANA DO MAR - Passeios e aventuras no Mar

A melhor forma de celebrar a Semana do Mar é desenvolver uma actividade ligada ao mar...
Assim, para os menos ligados aos desportos náuticos, ao final da tarde, existe a possibilidade de efectuarem passeios à Vela em Botes Baleeiros na Baía da Horta, em torno dos Montes Queimado e da Guia e ainda na Baía de Porto Pim.
Muitos outros iates, pertencentes aos abundantes marinheiros amadores que por cá existem e a alguns visitantes de além-mar, também convidam pessoas, com quem travam conhecimento na zona das actividades náuticas ao longo da semana, para integrarem as suas tripulações nas várias regatas em que participam. Muitas destes convidados não necessitam de qualquer conhecimentos de navegação, pois a única função é fazerem distribuições de pesos para equilíbrio da embarcação durante as manobras do desenrolar das provas.
Por isso, basta o espírito de aventura, sorte de ser convidado e a disponibilidade para arriscar a enfrentar o mar de uma maneira destemida, desportiva e recreativa.

Ver programa da Semana do Mar

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

SEMANA DO MAR 2007 SEA WEEK : Feira do Livro

Comecei esta edição da Semana do Mar pela Feira do Livro.
O meu gosto por visitar livrarias, perder-me no tempo a folhear potenciais candidatos à compra ou a inspeccionar os novos títulos (para ver os assuntos que estão na moda), normalmente não pode ser saciado na cidade da Horta. Onde as lojas que vendem livros não têm dimensão e diversidade suficiente que justifiquem o nome de livraria, embora me sustente com as frequentes saídas a outras terra. Por cá resta-me, sobretudo, a feira do livro da Semana do Mar.
Este ano a iniciativa da Casa da Cultura da Horta foi levada a cabo pela editora Calendário das Letras, a qual trouxe à Semana do Mar propostas de setenta editoras nacionais, vários milhares de livros, alguns deles mesmo em saldo e ainda uma vasta escolha de edições regionais. Estes últimos tanto podem mostrar obras literárias de autores locais, como ensaios e trabalhos de pesquisa sobre tradições, culinária, usos e costumes das ilhas ou uma divulgação mais profunda sobre a história e dados científicos sobre os Açores.

A Feira do Livro na Semana do Mar é uma oportunidade a não perder para aqueles que gostam de saber mais ou gostam do prazer de ler e uma das poucas oportunidades que têm de terà sua disposição localmente: quantidade, diversidade e qualidade.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

SEMANA DO MAR - 2007 - SEA WEEK

A cidade da Horta nasceu, cresceu e tornou-se uma encruzilhada mundial devido ao mar, por isso não admira que aqui se realize o maior festival náutico do País, todos os anos entre o primeiro e o segundo fim-de-semana de Agosto na internacionalmente conhecida Semana do Mar.


Na semana do mar existem tascas, restaurantes, concertos, exibições de folclore, feiras do livro e comercais. Tudo isto é bom, mas o cerne destas festividades está no MAR...
Assim, para amadores, amantes de desportos aquáticos, temos: regatas de vários tipos, cortejo religioso náutico, corridas de botes baleeiros, canoagem, vela, windsurf, natação, jet ski, pólo aquático e construções na areia para crianças, é isto a originalidade desta festa, a que se juntam as actividades em terra típicas das festas tradicionais por este Portugal e Ilhas, mencionadas.
Mar, marina, iates de todo o mundo, vista do Pico e muita alegria são os ingredientes destas festas anuais da cidade da Horta.


Ver programa da Semana do Mar 2007.