quarta-feira, 31 de outubro de 2007

INÍCIO DO FAIAL FILM FEST 2007 - Festival de curtas metragens faialense

Arranca hoje, quarta-feira, 31 de Outubro, pelas 21:30 h, no Teatro Faialense, a edição de 2007 do Festival de Curtas Metragens Faialense, FAIAL FILM FEST


uma organização do Cineclube da Horta.


Se vive ou está no Faial...Participe! Para informações pormenorizadas sobre o programa consulte a página oficial do

Curtas feitas por aprendizes, formadores e conhecedores das técnicas do cinema, amantes desta arte e com raizes ou residentes nesta terra, serão vistas na secção Competição Local.

Curtas realizadas por profissionais e amadores de todo o país, por norma sem raizes ao Faial, serão vistos na secção de Competição Nacional.

Realizadores de reconhecido mérito e um músico picoense estarão presentes nas sessões especiais e de encerramento.

Cinco dias a não perder e para apoiar o festival de cinema desta Ilha, cada vez mais reconhecido ao nível nacional, mesmo além fronteiras e com possibilidade de se tornar cada vez mais importante. Para isso o Festival precisa do apoio de todos os Faialenses!

VÁ AO FESTIVAL

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

CAPELINHOS - O fim da Ilha Nova

Após mais de um mês de erupção vulcânica tipo Surtseyana, do nascimento e crescimento da Ilha Nova e de o homem a ter visitado, explorado e colocado nela a Bandeira Nacional, eis que na noite de 29 de Outubro, "quando a erupção parecia ter acabado, a ilhota submergiu-se quase totalmente".
Restos da Ilha Nova no fim de Outubro, os relevos salientes correspondem aos ilhéus dos Capelinhos.

Assim, aquilo que os Capelinhos construiram num mês, praticamente foi destruído numa noite, mostrando aos Faialenses e aos cientistas a capacidade que este vulcão tinha em surpreender quem o estudava!
[citação entre aspas e foto, extraídos de Machado, F. e Forjaz, V. H. (1968) "Actividade Vulcânica do Faial - 1957-67" Ed. Com. Reg. Turismo Distrito da Horta]

sábado, 27 de outubro de 2007

IGREJA DE SÃO FRANCISCO - HORTA

Igreja de São Francisco na cidade da Horta, um imóvel classificado. Pela sua excelente acústica, uma dos melhores espaços para concertos de música sacra e barroca na ilha.

Magníficos paineis de azulejos

Uma pérola de talha dourada, fechada ao público...

A degradar-se progressivamente....

Porquê?
Propriedade da Igreja? da Santa Casa? do Estado?
Construída certamente com o suor e sangue dos nossos antepassados...
Património de todos nós!


Clique sobre as fotos para ampliar

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

40 ANOS DE PARTIDA - 40 ANOS DE CHEGADA

Há 40 anos deixei a minha Terra,
My Home and Native Land...
Há 40 anos tiraram-me de uma Terra com democracia, dinheiro, tolerância e progresso.
Há 40 anos cheguei à minha Pátria,
País de Nobre Povo, Nação valente...
Há 40 anos colocaram-me numa Pátria com ditadura, pobreza, conservadorismo e atraso.
Há 40 anos que não deixei de amar a Terra que me viu nascer.
Há 40 anos que passei amar a Pátria que me acolheu.
40 anos de dúvida
partir...
ficar.
40 anos de divisão entre a Terra e a Pátria,
40 anos que sei
que não sou de cá...
que não sou de lá...
sou de cá e lá.
40 anos que não sei o que seria sem esta Partida...
sem esta Chegada.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

FALHAS GEOLÓGICA NO FAIAL I - Escarpa de falha

Quando uma falha sofre movimentos verticais, o plano à superfície, mais ou menos inclinado, que mostra a ruptura e os deslocamentos ocorridos chama-se escarpa de falha.
Na zona central da foto é visível uma pequena escarpa de falha que deve ser muito recente, provavelmente associada a algum sismo desde o início do povoamento da ilha. Devido à sua juventude, a escarpa não sofreu efeitos significativos da erosão, nem a deposição de produtos de desmoronamentos na sua base que em conjunto tendem respectivamente a disfarçar ou soterrar a cicatriz deixada pelo movimento.
Para os olhos menos treinados, assinalo abaixo a escarpa recente a vermelho e informo que existiram nos Açores tremores-de-terra históricos, que criaram escarpas com desníveis verticais superiores a um metro num único sismo.
Para os que defendem que não nos devemos preocupar com a localização das nossas casas devido a falhas geológicas, com o argumento da construção anti-sísmica, fica aqui uma pequena demonstração da força associada a uma ruptura geológica deste tipo e que poderá ocorrer sobre uma casa situada sobre a faixa onde podem ocorrer os deslocamentos geológicos.
Após o post sobre os vários tipos de falhas da última semana, penso que já são capazes de concluir que o ângulo da foto mostra uma componente normal da falha. Não!?

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Capelinhos em Outubro de 57 - Construção da 1.ª Ilha

Ao longo de todo o mês de Outubro de 1957, os Capelinhos tiveram uma actividade típica dos vulcões submarinos, basálticos, cujas chaminés, embora pouco profundas, se encontram no fundo do mar, hoje designada do tipo surtseyana, devido a ter sido caracterizada quando da formação da ilha de Surtsey, entre Novembro de 1963 e Junho de 1967.
[Foto publicada em: Machado, F. e Forjaz, V. H. - in Actividade Vulcânica do Faial - 1957-67 (1968)
Ed. Com. Reg. Turismo Distrito da Horta
]

Este tipo de erupção é caracterizado pela formação de grande colunas de vapor de cor clara e explosões intensas, devido ao contacto da água com o magma em ascensão, dando origem a jactos de lava pulverizada, normalmente de cor negra, com gotícolas na sua grande maioria da dimensão das areias e conhecidos por cinza vulcânica.

A deposição das cinzas ao longo deste primeiro mês dos Capelinhos deu origem ao aparecimento e crescimento de uma ilha, Ilha Nova, com quase 100 m de altura, em forma de ferradura (por diversas razões frequentemente um dos lados do anel vulcânico que se forma em torno da cratera fica aberto ao mar e daí o aspecto de ferradura), que apenas ficou unida aos ilhéu, mas nunca ao Faial.

Para compreender como se forma a explosão mostrada na foto, imagine um tacho cheio de óleo muito quente e tente deitar-lhe água fria para o seu interior terá um vulcanismo semelhante ao surtseyano, vapor quente e projecção intensa de gotas de óleo escaldante, mas cuidado não faça a experi~encia, pois pode queimar-se gravemente!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

CONCERTO DE HOMENAGEM A GRIEG

Sábado, pelas 21h:30, no Teatro Faialense.
Organizado pela Embaixada da Noruega e com o apoio da Câmara Municipal da Horta, Hortaludus e INATEL. As receitas do espectáculo destinam-se a apoiar crianças desfavorecidas.
(confirmar no portal da CMHorta).

Grieg é o músico mais internacional da Noruega, famoso mundialmente pela sua música de cena Peer Gynt e pelo seu concerto para piano em lá menor.

Não sei o programa do concerto, mas de Grieg conheço também algumas peças líricas que muito gosto. Várias delas foram brilhantemente interpretadas, em 30 de Junho último, no Teatro Faialense, pela magnífica soprano portuguesa Ana Ferraz. Tudo isto para dizer que o programa tem potencialidades de ter elevada qualidade.

Assim, pela música, pelo convívio e para apoiar uma causa de solidariedade, não perca este Concerto.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

BLOG ACTION DAY - Ambiente

Este ano o tema para reflexão na blogosfera durante o Blog Action Day é o Ambiente, por isso optei por levantar questões para cada um apreciar, comentar, reflectir, conversar com conhecidos e, se possível, agir em prol do meio em que vivemos.
Reconheço que vivo numa terra com uma beleza de sonho, onde há ar relativamente puro, segurança, calma e que parece perfeita, mas onde muitas questões há para reflectir.
Vamos continuar a restringir a nossa flora natural aos leitos apertados das ribeiras e aos locais inacessíveis?
Queremos que as áreas florestais abertas sejam ocupadas apenas pela Criptomeria japonica, com crescimento rápido e baixa qualidade de madeira abandonando outras espécies de maior valor a longo prazo e menos prejudiciais aos ecossistemas naturais?
Vamos continuar a deixar que as zonas abandonadas pela agricultura e horticultura continuem a ser invadidas por plantas exóticas, sobretudo trepadeiras que sufocam todas as outras plantas?
Continuaremos a fechar os olhos às empresas que fazem explorações de bagacina, areias, basalto de forma ilegal ou deixando feridas permanentes na paisagem, sem qualquer preocupação de recuperar e de forma impune?
Vamos deixar a nossa agricultura evoluir sem controlo do modo, tipo ou quantidade de pesticidas e fertilizantes lançados ao solo e sem utilizar as melhores tecnologias ambientais disponíveis?
Vamos permitir que cada vez haja mais nascentes a correrem cristalinas mas imprórias para consumo humano devido à contaminação química e microbiológica?
Vamos incentivar a recuperação do nosso património construídos? ou
deixar que a nossa memória se degrade dia-a-dia, mantendo os olhos fechados?

Se tanta gente parece estar de acordo que muito tem de mudar, porque continua a degradação progressiva do ambiente nos Açores?

As questões não terminam aqui, seria um rol extensíssimo ao nível do ordenamento do território, da qualidade arquitectónica, do saneamento básico, do ruído, da gestão dos resíduos e das atitudes de falta de civismo na deposição clandestina de lixos e da injecção em linhas de água ou no solo de efluentes domésticos sem tratamento. Mas talvez isse dê matéria para outro dia comemorativo.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

FALHAS GEOLÓGICAS - Tipos de movimentos

Os açorianos habituaram-se a ouvir falar de "falhas geológicas" em todos os órgãos de comunicação social e os faialenses em especial durante o processo de reconstrução do sismo de 9 de Julho de 1998.

FALHAS - São fracturas que as rochas sofrem em resultado das forças que comprimem ou distendem as camadas superiores da Terra e ao longo das quais ocorrem movimentos de um dos lado em relação ao outro.
(Importa salientar que as camadas podem nalguns locais atingir espessuras de largas dezenas de quilómetros.)

Em função do tipo de forças que envolvido, as fracturas podem sofrer vários tipos de movimentos, que se podem dividir em quatro tipos básicos principais, o que procurarei esquematizar abaixo apesar das minhas fracas capacidades em desenho:

1º FALHA NORMAL: O bloco superior sobe sem se sobrepor ao bloco inferior, ocorrem devido a forças de distenção e provocam o aumento da área horizontal da zona afectada.

Falhas normais com igual direcção mas com sentidos inclinação diferentes.

Nota: a setas indicam as forças sobre a falha ou o sentido do movimentos dos blocos de ambos os lados desta.

2º FALHA INVERSA - O bloco superior sobe e sobrepõe-se parcialmente ao inferior, formam-se devido a forças de compressão e provocam a redução da área da superfície horizontal. (são raras e pequenas nos Açores e frequentemente tendem a dobrar as rochas antes de as fracturar).
Falhas inversas com direcções e sentidos diferentes

3º DESLIGAMENTO ESQUERDO - O movimento dá-se na horizontal e quando o olhamos ao longo da direcção da falha, independentemente do sentido, o bloco esquerdo aproxima-se de nós. Ocorrem quando existem campos de forças horizontais com sentidos opostos dos dois lados da fractura (forças de cisalhamento com binário esquerdo).
Desligamento esquerdo.

4º DESLIGAMENTO DIREITO - O movimento dá-se na horizontal e quando o olhamos ao longo da direcção da falha, independentemente do sentido, o lado direito aproxima-se de nós. Formam-se em campos de forças horizontais com sentidos opostos dos dois lados da fractura (forças de cisalhamento com binário direito).
Desligamento direito

Por fim importa informar que o primeiro tipo de falhas se pode combinar com o 3.º e o 4.º, surgindo assim falhas que, em função da predominância do movimento, podem ser falhas normais com componente esquerda ou direita ou então desligamentos esquerdos ou direitos com componente normal.
Também as falhas inversas podem combinar-se com os desligamentos, dando origem a nomes nomes equivalentes aos anteriores.
Todavia, embora possam haver alterações ao longo do tempo geológico, logicamente não há movimentos em simultâneo normais e inversos ou esquerdos e direitos.

Nos próximos tempos iremos ver que tipo de movimentos em falhas existentes no Faial, mais tarde poderei ir a outras ilhas.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

50º ANIVERSÁRIO DOS CAPELINHOS - Música

Hoje, pelas 21h e 30m, no Teatro Faialense, será apresentado, pela primeira vez ao público em geral, a obra musical de Eurico Carrapatoso "O que me diz a brisa dos Capelinhos" interpretada pela Orquesta Clássica do Faial, com 28 elementos, que conta com ex e actuais alunos, bem como professores do conservatório da Horta, além de outros músicos convidados destes.
Não sendo uma peça arrojada, nem longa, é acessível a qualquer pessoa curiosa ou amante da música, possui andamentos que facilmente agarram o ouvinte e outros que evocam sentimentos mais profundos.
Igualmente será exibido em ante-estreia um documentário "História do Vulcão" realizado pelo nosso conterrâneo José Serra, com recolha de imagens da época da erupção, texto de Vítor Rui Dores e locução de Luís Pereira.
Uma proposta a aproveitar esta noite e com entrada gratuita.

domingo, 7 de outubro de 2007

FALHAS GEOLÓGICAS

Falha geológica é uma estrutura que os Açorianos em geral os Faialenses em especial estão habituados a ouvir falar e que associam a sismos. Sobretudo desde Julho de 1998, quando do reordenamento associado ao processo de reconstrução na procura de lugares mais estáveis para autorizar as novas habitações.
Na foto abaixo, tirada no Pico, é possível distinguir no seio das camadas de bagacina cor de tijolo uma falha geológica...
Para quem a foto nada lhe mostra, abaixo a falha está traçada a vermelho e, para a evidenciar, foi sinalizado uma mesma camada de bagacina à esquerda da falha e à direita, mas há outros estrados onde o mesmo tipo de deslocação é também visível nos dois lados. Coloquei ainda setas indicadoras do movimento relativo entre os dois lados da falha.
Julgo agora que a falha se torna evidente a todos, geólogos ou não...
Todavia dada a diversidade de tipos de falhas, a quantidade existente nos Açores e o grau de evidência com que as mesma marcam a paisagem do Faial, estas estruturas geológicas permitem uma nova série de posts onde se irá explicar o que são falhas, qual o seu significado, tipologias e ainda mostrar um conjunto de imagens sobre estas estruturas tão abundantes no Faial como se pode ver no post "O Faial cortado à faca".

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

FAIAL FILMES FEST 2007

Entre 31 de Outubro e 4 de Novembro de 2007, decorrerá no Cine Teatro Faialense a 3.ª Edição do Festival de Custas Metragens Faialense - Faial Filmes Fest (FFF), uma organização do Cinecluble da Horta, com o patrocínio da Direcção Regional das Comunidades.
Após a apreciação pela Comissão de Pré-Selecção, este ano o FFF contará com 8 curtas metragens na categoria de Competição Local e 14 na categoria de Competição Nacional.
Além do concurso, há ainda a salientar:
- Duas Sessões especiais com os filmes "Transe" de Teresa Villaverde e "Waiting for Europe", com a presença das realizadores e possibilidade de diálogo com a primeira; e
- A Sessão de encerramento, com a exibição do filme "O homem da Câmara de Filmar" (1929), de Dziga Vertov com banda sonora original ao vivo do compositor picoense Antero Ávila.

Para mais pormenores e acompanhamento do festival, consulte a página oficial do Faial Filmes Fest

Se alguma dúvida ainda houvesse, este evento mostra quanto o Cineclube da Horta tem revolucionado o panorama cultural faialense no campo do Audiovisual, uma das entidades mais dinâmicas e activa no campo intelectual da ilha.
Descubra a actividade deste clube visitando a sua página oficial: Cineclube da Horta

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Visita ao Pico - ILHÉUS DA MADALENA

Por razões profissionais desloquei-me ao Pico, uma ilha geologicamente mais nova que o Faial, muito próxima desta, onde as escoadas recentes são quase omnipresentes e a diversidade de formas associadas ao vulcanismo basáltico efusivo (oposto ao explosivo) é enorme.
Todavia entre o Faial e o Pico, existe uma prova de que o vulcanismo também já esteve activo, como demonstram os Ilhéus da Madalena, constituídos por tufo (típico das erupções submarinas como anteriormente referido) e situados defronte da vila e sede de concelho da Madalena.
Quem olhar com atenção a forma do Ilhéu Deitado (mais baixo e longo) e a posição do Ilhéu em Pé (mais alto), verifica que eles formam um anel que corresponde à sua distribuição em torno da cratera do vulcão submarino que esteve na sua origem.
Os ilhéus da Madalena pouco depois do nascer do Sol com o Faial ao fundo.
Frequentemente ao nascer ou ao por do sol o tufo tem esta cor dourada típica.

No passado, os dois ilhéus formariam uma única ilhota, circular ou em forma de ferradura, cuja zona central corresponderia à cratera. Depois o vento, a chuva e sobretudo o mar foram destruindo aquele edifício vulcânico, cuja formação foi semelhante à do Monte da Guia, Costado da Nau e primeira fase dos Capelinhos na ilha do Faial.

Não é possível afirmar ou negar se no futuro haverá actividade vulcânica entre estas duas ilhas e que as mesmas possam ficar unidas mas, se tal acontecesse, não seria o primeiro caso de união de duas ilhas nos Açores. No passado, relativamente recente, o vulcanismo no canal entre o Vulcão do Fogo e o das Sete Cidades uniu duas ilhas, que hoje formam a de S. Miguel, e nesse espaço de união instalou-se a cidade de Ponta Delgada.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

DIA INTERNACIONAL DA MÚSICA

Com tanto vulcão, alguém se lembrou no Faial que o dia 1 de Outubro, foi instituído pela UNESCO, em 1975, como o DIA INTERNACIONAL DA MÚSICA?

A mim quase me passava ao lado...

Mas palavras para quê? Procure a sua música preferida e ouça-a em homenagem a esta Arte, ou então descubra algo de novo.
Foi a última a minha opção e estou a ouvir pela primeira vez uma obra que desconhecia de Luigi Boccherini "La Musica Notturna delle Strade di Madrid".

Uma supresa.