segunda-feira, 29 de junho de 2009

PAISAGENS DA RIBEIRINHA 1

Ruínas do Farol da Ribeirinha, com a ilha de São Jorge ao fundo, vistos do Cabeço.
(clique para ampliar)


Apenas para uns matarem saudades e outros conhecerem as paisagens que me são oferecidas quando dos meus passeios a pé em torno da minha aldeia, permanentemente com verde e azul.

sábado, 27 de junho de 2009

SÃO PEDRO DA BOCA DA RIBEIRA

Se Santo António abre em Lisboa a época das festas dos santos populares, estas atingem o auge nos mais diversos cantos do país no dia de São João e encerram a 29 de Junho com São Pedro.

No Faial a população vai para o interior da ilha em piqueniques e romarias no feriado de São João da Caldeira. Mas pelo São Pedro as várias freguesias rurais descem aos seus portinho e zonas balneares celebrar o santo pescador.

A Ribeirinha, sem as modernices de concertos de música de qualidade e letras duvidosas, que perturbam a espontaneidade desta tradição, mantém o hábito de iniciar a festa em torno da pequena ermida de São Pedro, junto ao porto da Boca da Ribeira.

Ao longo do dia, com farnel próprio ou adquirido a instituições culturais tradicionais ,como a Sociedade Filarmónica e para angariação de verbas, os ribeirinhenses convivem em torno dos vários espaços ao sol ou à sombra dispersos na zona da Boca da Ribeira.

Os mais novos tendem a esquecer-se em longos banhos, em exibições mútuas das suas artes com saltos para a água ou regas surpresas daqueles que calmamente se alheiam do mundo à sua volta e optam, descuidada e abusivamente, por se bronzear ao sol.

Ao longo da tarde os instrumentos tradicionais de corda ou gravações de chamarrita põem todos a bailar de uma forma descontraída e por vezes já desajeitada pelos vapores da festa ou pela iniciação nesta arte. No fim... esgotados, lentamente a festa acaba.
Este ano, devido à rigidez dos horários laborais semanais, o São Pedro vem um dia mais cedo e, se a meteorologia deixar, a festa acontece amanhã.
Queira São Pedro colaborar!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

MONITORIZAÇÃO GEOQUÍMICA E PREVISÃO VULCÂNICA

O início de uma erupção está sempre associado à subida de magma armazenado em locais de maior profundidade, na crosta ou no próprio manto, para zonas mais superficiais. Ascensão que pode alcançar a superfície ou não.

(Fotos gentilmente cedidas por F. Viveiros)

Recolha de gases de uma fumarola para análises químicas nos Açores.

A subida do magma tende a provocar um aumento da quantidade de gases que se liberta do interior do sistema vulcânico, sobretudo pela redução da pressão, o que facilita a libertação dos voláteis dissolvidos no magma.
Paralelamente, devido à redução da distância percorrida pelos gases até à superfície, tende a aumentar a proporção dos compostos estáveis dentro do magma mas que se alteram mais facilmente no caminho por reagirem muito com os materiais que atravessam.

Pormenor do tubo de armazenamento de gases recolhidos.

Assim, num sistema em dormência vulcânica, a quantidade de gases emitidos e as proporções das diferentes substâncias libertadas (dióxido de carbono, compostos de enxofre, hidrogénio, radão, entre outros) tende as sofrer poucas alterações, muitas vezes relacionadas apenas com as modificações das condições meteorológicas superficiais. Ao longo deste período, os geólogos tendem a perceber dentro que valores estas variações podem ser consideradas normais.

Diversas acções de monitorização de gases em fumarolas nos Açores.

Sempre que ocorram aumentos na quantidade de gases emitidos e variações na proporção dos compostos fora do normal, os vulcanólogos da monitorização geoquímica tentam compreender o que ocorre em profundidade que possa provocar os efeitos detectados.
Os alertas de eminência de uma erupção são lançados quando vários parâmetros dos vários tipos de monitorização coincidem com a explicação de uma progressiva subida de magma para zonas que podem futuramente atingir a superfície... mesmo assim, pode não ocorrer uma erupção.
Presentemente, verifica-se que, por norma, nos vulcões monitorizados se detectam atempadamente os sinais necessários para que os avisos à população cheguem em tempo útil de modo a se reduzirem os danos em pessoas e bens.

terça-feira, 23 de junho de 2009

SÃO JOÃO DA CALDEIRA

24 de Junho, dia de São João Baptista, Feriado Municipal da Horta e dia da festa do São João da Caldeira, que começa na noite anterior com as famosas fogueiras.

O dia de João da Caldeira coincide com a maior romaria do Faial em torno da ermida em honra deste santo no Largo Jaime Melo a meio caminho de acesso à Caldeira do Faial.


Tanto para ouvir música, como participar nas marchas populares, bailar nas tradicionais chamarritas ou dar um pezinho nos bailes...

... ou conversar com os amigos, levar o farnel para comer debaixo das árvores com toda a família e ainda provar os petiscos das tasquinhos montadas para o efeito.


Praticamente todos os faialenses conhecem o historial da ida ao São João da Caldeira com muita folia e alegria...

Só o santo fica praticamente sozinho no meio de tanta gente convidada para a sua festa...
Viva o São João da Caldeira!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O REGRESSO DA MAGIA A PORTO PIM

Imagine-se entrar numa antiga fábrica baleeira, cercada pelo cenário paradisíaco e mágico da Baía de Porto Pim...

Momento de música e pintura no forum Multi-Artes

Depois, entre caldeiras assistir a uma demonstração de execução de escultura em tufo vulcânico ou lava, prosseguir para outra sala com uma representação teatral a meia-luz, baseada nas cartas de Franz Kafka ao Pai e terminar num espaço de exposições com um concerto intimista de Guitarra da Terra, onde se executa em simultâneo uma pintura dos sentimentos do momento, enquanto nas paredes pendem versos de Pablo Neruda em fotografia de Roberto Santadreu...
Consegue? Foi isto o que se passou no Centro do Mar no Fórum Multi-Artes numa das noites dos Encontros de Porto Pim no último fim-de-semana.

Oiça aqui Alexandra Boga, agora com viola clássica, numa das músicas mais belas da noite.

Artistas envolvidos: Escultura - Al Zei; Teatro - Companhia "O Dragoeiro"; Pintura - Margarida Madruga e Música - Alexandra Boga.

domingo, 21 de junho de 2009

SOLSTÍCIO DE VERÃO

Este ano a minha bungavília acolheu o Verão assim

A hora de publicação deste post coincide com o solstício de verão, a Primavera deixa-nos, entrou a época dos banhos nas minhas águas favoritas...

Confesso que já tinha saudades do Verão, a estação em que nas longas tardes mornas, depois do desgaste do dia de trabalho, me recomponho a ler ao balcão, cercado de cantos variados de todos as aves que povoam as zonas florestadas em torno da Ribeirinha e junto à bungavília que simboliza a reconstrução do meu espaço, destruído por um sismo num Verão não muito longínquo, mas que me ensinou a dar valor às insignificâncias do nosso quotidiano.

O Verão é a estação que alimenta a minha paixão pelos Açores, onde me agarro ao encanto das ilhas do Triângulo e quando daqui não quero sair...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

MUSEU DA INDÚSTRIA BALEEIRA

Talvez por ser a única fábrica da indústria da baleação que vi a laborar e onde o cheiro da actividade me entranhou as narinas...

Talvez pelo aspecto desta unidade fabril parecer apenas limpa, mas pronta a retomar a actividade...

Talvez porque alguns equipamentos e a viaturas em exposição me trazem memórias da minha infância...

A verdade é que tenho sempre um prazer enorme quando entro no Museu da Indústria Baleeira do Cais do Pico, um motivo suficiente para recomendar a visita.

Um local onde o entusiasmo de um guia conhecedor da laboração e da tradição pode tornar viva esta unidade fabril aos olhos do visitante.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

PREVISÃO DE ERUPÇÕES VS MONITORIZAÇÃO VULCÂNICA

Tal como o médico pode estimar a saúde de um paciente ao pesquisar e decifrar determinados sinais obtidos com radiografias, medições de ritmos cardiovasculares e análises químicas, para prevenir e tomar medidas em prol do bem-estar humano. Também o vulcanólogo pode estimar o estado de repouso ou de perturbação de um sistema vulcânico, procurando e apreciando ao longo do tempo determinados sinais provenientes do interior da terra, para assim prever e recomendar acções em defesa das populações residentes em regiões vulcânicas.

Caldeira do Faial, um vulcão activo com um passado recente explosivo

O estudo no tempo e no espaço de determinados parâmetros para estimar o estado de actividade de um vulcão para prever eventuais erupções e prevenir ou minimizar os riscos daí resultantes, designa-se por: Monitorização Vulcânica.

A monitorização vulcânica, frequentemente, analisa três tipo de sinais:

1. Variações na forma do edifício vulcânico, evidenciadas por alterações no relevo, cujo estudo pertence ao domínio da Geodesia e por isso se chama Monitorização Geodésica.


O monte Santa Helena antes da erupção desenvolveu uma saliência bojuda durante meses numa das vertentes, que provocou um deslizamento seguido da grande explosão.

2. Movimentos vibratórios no edifício vulcânico, com análises dos diferentes tipos de ondas sísmicas, cujo estudo pertence essencialmente à Física e por isso se chama Monitorização Geofísica.

Quatro tipos de sismogramas com registo de ondas com características diferentes, o 2.º e o 4.º são normalmente gerados por vulcões. Imagem daqui

3. Alteração na quantidade e proporções das substâncias saídas do edifício vulcânico, evidenciadas nas análises da desgaseificação centrada ou difusa, cujo estudo é sobretudo Químico e por isso se chama Monitorização Geoquímica.

Recolha de gases vulcânicos no Monte Baker nos Estado de Washington, EUA. Imagem daqui

Um vulcanólogo, embora possa especializar-se num determinado tipo de monitorização vulcânica, pode cruzar parâmetros de áreas diferentes. Por exemplo, a Temperatura é um parâmetro físico, mas os geoquímicos medem a temperatura das fumarolas, os movimentos nas falhas geológicas podem ser gerados por sismos, mas os deslocamentos podem ser interpretados pelos peritos em geodesia.

Tudo isto é um trabalho moroso e nunca se sabe quando será necessário num dado local, mas tem como objectivo salvar pessoas e bens e por isso é um investimento no futuro da segurança de uma região vulcânica, contra a face perigosa que vulcões escondem atrás da sua beleza.

A montanha do Pico, um vulcão activo cujas erupções são essencialmente efusivas

No futuro conto voltar com maior pormenor à importância dos gases vulcânicos, tanto na monitorização geoquímica, como na caracterização do tipo de erupções.

sábado, 13 de junho de 2009

A SEMPRE BELA MARINA DA HORTA

Depois da passagem em Maio dos mega iates pela Horta, apenas com as suas tripulações e em escalas técnicas entre os EUA e os portos de luxo no Mediterrâneo, movimento explicado em Ship Spotting In Faial Island, chegou a estação dos restantes iates darem o seu habitual ar cosmopolita e sobrelotado da Marina da Horta.

Poderão existir muitas justificações técnicas para o facto da Marina da Horta ser a mais movimentada de Portugal e apenas ser ultrapassada pela de Monte Carlo na Europa.

Sem dúvida que a tradição e a localização favorável têm um peso histórico significativo para este intenso movimento...

Todavia e como diz a canção: "Beleza é Fundamental". Então pelas fotos é fácil confirmar-se que a Marina da Horta tem intrinsecamente Formosura com Fartura.

Beleza que justifica o prazer e o deleite dos iatistas, ou aventureiros como por cá são conhecidos, escolheram esta paragem no seio do Atlântico Norte e este critério é certamente a razão fundamental do sucesso da Marina da Horta.

Beleza que nasceu da natureza e que o homem depois soube cultivar.

Clique nas imagens para as ampliar.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

FEIRA AGRÍCOLA AÇORES 2009 - REPORTAGEM

A Feira Agrícola Açores ocorre anualmente neste Arquipélago e circula pelo Faial, Terceira e São Miguel. Surgindo assim com uma periodicidade trienal nesta ilha. O bom tempo desta tarde de feriado, com temperaturas amenas, convidou-me para uma visita coincidente com a inauguração oficial do evento.
No início da tarde a população ainda não inunda o recinto, por isso é-me mais agradável percorrer os vários espaços da feira, onde além da componente agrícola - sobretudo agropecuária numa região onde a bovinocultura é preponderante na economia - possui ainda vários expositores dedicados às mais variadas actividades comerciais.

Talvez pelos efeitos da crise, apenas no corredor central senti a pressão do comércio sobre o visitante.

Os pavilhões institucionais e de organizações profissionais efectivamente divulgavam as suas actividades, mas senti alguma carência na comercialização dos produtos regionais divulgados, um aspecto a melhorar para o futuro.

Claro que uma feira agrícola sem espaço para a pequenada nos Açores não é feira e esta vertente estava à altura do esperado.

Os espaços para as exposições de gado bovino e concursos de melhoramentos de raça apresentavam modelos dignos de serem visitados e estes estavam à altura do seu papel...

A minha paixão por cães foi bafejada pela prova de agility, mas a existência de eventos caninos todos os dias é de louvar para quem adora estes Amigos do homem.

Não menos digna é a exposição equina, com numerosos exemplares de raça lusitana e provas de arte equestre.

Tudo isto são motivos suficientes para uma visita nestes três dias em que a feira ainda perdura, para já não falar dos eventos musicais ocorrem todos os serões e a restauração típica destes acontecimentos nos Açores.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

10 DE JUNHO - DIA DE PORTUGAL


O INFANTE

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

Fernando Pessoa
in "Mensagem"


PS
Quanto ainda falta?

A PORTUGUESA com algumas referências de Portugal

segunda-feira, 8 de junho de 2009

PROCESSOS E MEIOS DE DESGASEIFICAÇÃO II

Além da desgaseificação centrada em condutas preferenciais de libertação de gases vulcânicos, as restantes áreas de uma região vulcânica não são completamente impermeáveis, existem pequenas fissuras e poros nas rochas por onde os voláteis de profundidade sobem até à superfície de uma forma que se estende por quilómetros em torno de um vulcão, designando-se este tipo por desgaseificação difusa ou dos solos.

Exemplo de equipamento utilizado num levantamento para determinar a concentração de CO2 no solo: 1 – sonda (tubo oco), 2 – analisador de CO2, 3 - filtro de gases, 4 - martelo para perfuração, 5 - tubo de silicone, 6 – parafusos, 7 – livro de campo e fotografia aérea.

Consequentemente, o ar atmosférico que se encontra no solo mistura-se com os gases vindos de profundidade e nestes abunda o Dióxido de Carbono (CO2). Uma das formas de determinar a intensidade de desgaseificação difusa é calcular a concentração deste gás nas misturas gasosas situadas no solo.

Analisador utilizado na elaboração da carta de anomalias de CO2 no solo do Faial realizada em 2002

Para se estimar a concentração de CO2 no solo introduz-se uma sonda a pequena profundidade e aspira-se os gases que são conduzidos para um analisador que determina no local a percentagem desta substância, repetindo a operação por centenas ou mesmo milhares de pontos à superfície, determinam-se as variações em área de abundância de CO2. Os locais que apresentam valores acima do que seria normal face à mistura do ar e à decomposição da matéria orgânica, dizem-se que possuem anomalias de CO2.
Carta de anomalias de CO2 no solo de 2002, a vermelho anomalias mais intensas, a branco áreas não anómalas ou não levantadas na Caldeira e Península do Capelo.

Transpondo os dados para mapas e após tratamento estatístico, elaboram-se cartas de anomalias de CO2 no solo, como exposta acima, estas fornecem informações sobre a estrutura da terra em profundidade, uma espécie de radiografia da zona estudada.
Existem cartas para outros gases e parâmetros de desgaseificação, o cruzamento de informação melhora o conhecimento do interior de um vulcão. O estudo continuado no tempo destas variações pertence ao domínio da monitorização geoquímica do vulcão e pode dar indicações importantes sobre a acalmia ou instabilidade deste, utilizadas na previsão de erupções, um assunto a aprofundar noutro post.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

VILAS DO TRIÂNGULO: SÃO ROQUE/ CAIS DO PICO

A menor das três vilas do Pico, situada na costa norte e exposta à ilha de São Jorge: São Roque do Pico, impressiona-me pelo seu verde intenso.
(clique nas imagens para as ampliar)

Se o núcleo da freguesia está em São Roque, à esquerda e ainda junto ao mar na imagem acima, certamente que o coração da Vila e do Concelho palpita na zona do Cais do Pico, ao centro e à direita na mesma foto. Aliás, muitos não distinguem o significado das duas toponímias

Vila portuária é a porta principal de ligação desta ilha com São Jorge, com a qual troca numerosos laços de amizade, familiares e comerciais.

Muitas vezes esquecida... um olhar atento descobre belezas singulares e um asseio especial dos seus espaços.

O Cais do Pico cheira agradavel e permanentemente a mar. A baleação está bem presente no magnífico núcleo do Museu do Pico da Indústria Baleeira, o único local em que me recordo de ver esta actividade e onde observei os únicos cachalotes em desmancha e cheirei o fumo da fábrica com o toucinho a derreter, era eu criança em escala nas minhas idas a São Jorge.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

ARTES E OFÍCIOS EM EXTINÇÃO

Numa época em que tanto se fala de espécies da fauna e da flora natural dos Açores que estão em risco de extinção.

Num período em que se tem a certeza que as festas do Espírito Santo estão vivíssimas no coração do povo e propostas para classificação a Património Imaterial da Humanidade.

Um ofício que no passado existia em quase todas as freguesias dos Açores...

Um saber importantíssimo para a história da baleação, dignificado por Dias de Melo e um marco da cultura açoriana...

Calma e silenciosamente caminha a passos largos para a extinção...

Quantos restam?
Quantos sabem os segredos desta arte?
O que fazer perante a realidade actual nos Açores?