segunda-feira, 31 de agosto de 2009

SISMO DE 31 DE AGOSTO DE 1926

Na Primavera de 1926 iniciou-se no Faial uma crise sísmica, a 5 de Abril ocorreu um evento que provocou vários danos nas freguesias da Ribeirinha e dos Flamengos, mas a 31 de Agosto acontecu o terramoto mais intenso de todos, com destruições significativas em toda a metade oriental da ilha, arruinando fortemente a cidade da Horta e provocando 8 mortos.

A reconstrução de qualquer cidade afectada por um sismo coloca vários dilemas: aproveitar as obras para reordenar e corrigir eventuais problemas da rede urbana antiga (caso da Ribeirinha em 1998 com o afastamento do núcleo de uma zona de elevado risco geológico), voltar a pôr de pé edifícios com a traça original (reconstrução de Angra do Heroísmo que com novos materiais manteve as fachadas anteriores a 1980) ou reconstruir com a marca arquitectónica da época.

Na Horta desconheço se houve um plano de reconstrução, mas muitos dos edifícios construídos nesse período passaram a ter uma arquitectura típica dessa época. Assim, existem numerosos imóveis cujas fachadas apresentam uma traça ao gosto do final dos anos 20 do século XX nos Açores.

Não posso assegurar que todos imóveis com esta traça foram obras de reconstrução, mas sei que muitos foram então retocados e redecorados no período da reconstrução pós 1926, emprestando à Horta uma imagem muito forte dum estilo que bebeu elementos do romantismo, arte nova e deco, criando um misto próprio e facilmente identificável.

Este estilo, onde a pedra desaparece das fachadas, os rebocos decorativos abundam e os alçados vão buscar cores pasteis, entrou no gosto dos faialenses de tal modo que mesmo a ampliação do quartel dos bombeiros, feita já no período autonómico, respeitou a traça original.

Talvez porque estes exemplos misturem estilos de terras diferentes, estes imóveis intensificam o ar cosmopolita e romântico da cidade Horta que, associado ao enquadramento paisagístico, torna esta bela urbe única em todos os Açores.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

TRANSPORTE DE DOENTES NO CANAL

Não vou questionar as redes hospitalar e de cuidados de saúde nos Açores, por serem temas estranhos aos discutidos neste blog. Também não quero apontar culpados de nenhum campo ou desvalorizar os profissionais que certamente dão o seu melhor com as condições que lhes são disponibilizadas.

Mas que o modelo de transporte de doentes entre o Pico e o Faial é desumano, desadequado a pessoas com problemas de saúde e humilhante... é!
Não vou apontar soluções ou optar por esta ou aquela proposta, mas o transporte de doentes deve-se fazer sempre em condições de segurança, conforto e dignas; independentemente de ser entre estas duas ilhas ou quaisquer outros dois locais.

Estamos em pleno século XXI e na Europa. Só quem não é sensível pode ficar indiferente ao assistir doentes à espera de embarcar como carga diante dos olhos de todos: turistas, passageiros regulares, pessoas de educação e idade variada, características de carreiras normais de transporte marítimo.
Queira o humanismo, a boa-vontade e o bom-senso prevalecer sobre outras questões menores e encontrar soluções dignas para estes casos da vida açoriana

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

FREGUESIAS RURAIS DO FAIAL 4: Praia do Almoxarife

Imediatamente a norte da cidade da Horta, separada pela Lomba da Espalamaca, situa-se a freguesia da Praia do Almoxarife. Esta, conjuntamente com a capital do concelho e as localidades de Pedro Miguel e Ribeirinha ocupam a vertente leste da ilha exposta ao Pico.

As freguesias rurais da zona oriental têm todas a particularidade de se desenvolverem num eixo perpendicular à linha de costa e das suas moradias estarem debruçadas para a montanha do Pico, mostrando como os antepassados conciliaram as características morfológicas de lombas paralelas, quase este-oeste, com a beleza da paisagem que a ilha fronteira conferia à localidade.

A proximidade à Horta e a existência de um extenso areal marcam intensamente a vida nesta freguesia rural. Embora das menores em área no Faial, na Praia do Almoxarife cruzam-se há longo tempo os produtores agrícolas, os profissionais do sector secundário e terciário da cidade e os utilizadores da zona balnear e turística litoral, estes últimos muitas vezes indiferentes aos residentes da localidade que os acolhe.
Assim, não admira o crescente interesse em investimentos turísticos e a intensa ocupação sazonal da sua zona litoral, o que empresta um ambiente cosmopolita à zona baixa da freguesia, mas que não deixa de ser um risco à espreita para a qualidade de vida dos praienses.
Apesar da actividade cultural importantíssima da sua Banda Filarmónica, que enche de orgulho a população radicada de alma e coração na Praia do Almoxarife, bem como melómanos, muitos forasteiros e faialenses, infelizmente, limitam-se a reconhecer a zona balnear e o crescente ar de zona residencial periférica da Horta.

Mas também há que reconhecer: há poucas praias com tanta beleza em virtude da presença da da Montanha do Pico, a existência de uma água azul e pura a temperaturas quase tropicais e o contraste com o manto verde forte, salpicado de casas brancas rurais que envolve este areal escuro. Saibam todos conciliar o seu desenvolvimento e a preservação da sua qualidade.

domingo, 23 de agosto de 2009

SELO O SEU BLOG É VICIANTE


Dois blogues atribuíram ao Geocrusoe o selo "O seu blog é viciante": o Pensamento Alinhado e o Grifo.

Entre as regras devo apresentar três coisas que pretendo fazer no futuro, o que é aproximadamente uma variante de um outro selo no passado, mas aí vão também com uma roupagem e em número diferente:
1. Manter-me sempre fiel aos meus princípios e valores nas minhas actividades que possam envolver ou comprometer outras pessoas.
2. Aproveitar do mundo aquilo que gosto: estudar, divulgar e conversar sobre geologia; ouvir muita música erudita, visitar cidades, indo aos seus museus e ouvir as suas orquestras e óperas; ler muito; e ir ao cinema;
3. Lutar por uma sociedade mais justa e pelo desenvolvimento da minha ilha.

Agora deveria indicar outros blogues, cá está... mas tendo em conta o primeiro aspecto indicado, informo que quando reconheço que me viciei em algo, sou radical e corto o vício: foi assim com os jogos de computador, com o tabaco e outras coisas semelhantes, por isso não posso indicar nada que me seja viciante, senão deixaria de visitar o blog em causa ;)
Mas todos os blogues na coluna da direita do Geocrusoe são-me interessantes e merecem ser visitados com a frequência que cada um achar adequada aos seus gostos pessoais.

sábado, 22 de agosto de 2009

ALMOÇO DE BLOGUISTAS

Tal como noutros mundos, a blogosfera também é um espaço onde se travam conhecimentos, se estabelecem ligações e se desenvolvem amizades.

Um amigo gerado na blogosfera, autor de blogues de memórias da sua vila, com pérolas do bel canto, excertos da 7.ª arte e imagens de uma capital esquecida, e sempre um Homem do Pico, convidou este Faialense para um jantar de bloguistas do Pico...

Aceitei e assim, hoje devo eu atravessar o canal que une e separa estes duas porções de terra geminadas pelo sangue que corre nas veias dos seus habitantes e com paixões alimentadas por lutas conjuntas e rivalidades fraternas

Depois devo conhecer e almoçar com bloguistas vizinhos nesta baía das Lajes do Pico, onde o espírito da baleação, gerado numa labuta sofrida, incarnou no prazer da actividade turística da observação de cetáceos e do Museu dos Baleeiros.
Isto também é blogosfera e é vida açoriana...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

POETAS E POEMAS ESCOLHIDOS VII - Maria do Céu Brito


É assim que
morremos
como o vulcão:
feridos pelo
tempo, pela
voragem dos
ventos e das
névoas, pela
gravitação dos
magmas, pelo
inexorável
estertor das
marés.
O sentido é
estar aqui entre
o vulcão e o
poema. Ser
testemunha
de um tempo
e partir, depois,
num barco ou
numa nuvem.

Maria do Céu Brito
in "Vulcão Aberto"

Livro com fotografias de António Silveira
(fotos e textos de grande beleza artística dos autores sobre o vulcão dos Capelinhos)

domingo, 16 de agosto de 2009

DISJUNÇÃO ESFEROIDAL EM LAVA

Um visitante regular deste blog recentemente deslocou-se à ilha da Madeira e fotografou um afloramento rochoso que considerou singular, enviou-me a foto a solicitar a informação. Conclui tratar-se de um afloramento de lava com um avançado estado de Disjunção Esferoidal. Esclareci que tal também ocorria nos Açores, aqui vão duas fotos do mesmo fenómeno em São Miguel. (clique nas fotos para as ampliar)

Disjunção Esferoidal em rochas junto à orla costeira. Foto enviada por Solange Cabeças

A lava depois de arrefecer à superfície e ao sofrer a acção dos agentes de geodinâmica externa, pode sofrer um tipo de erosão que origina uma espécie de esferas concêntricas com camadas que se apresentam cada vez menos alteradas para o interior e um núcleo bem conservado. A rocha original entre estas esferam apresenta-se por norma também muito alterada quimicamente e desagregada fisicamente, ou seja, apodrecida.

Disjunção esferoidal exposta durante trabalhos de escavação no interior de São Miguel

Existe uma outra forma de disjunção em lava designada por disjunção prismática, muitas vezes desenvolvida em rochas ácidas, embora também surja em lavas básicas. Podem ver exemplares magníficos deste outro tipo de disjunção na ilha de Santa Maria neste post do blog Geodiversidade e o caso mais famoso mundialmente é a Calçada de Gigantes ou Giant Causeway na Irlanda do Norte.

No Faial existe alguma disjunção prismática no Altar da Caldeira que já foi alvo de um post no Geocrusoe.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

PRÉMIO COMPROMETIDOS y MÁS 2009

Ao longo desta semana pelo menos 3 blogues, de locais diferentes: Pensamento Alinhado, Fiat Lux * Carpe Diem e Política Dura, premiaram Geocrusoe com o Prémio Comprometidos Y Más 2009. Confesso que fico sempre algo confuso com os prémios da blogosfera, mas também agradecido. O presente prémio relaciona-se com o comprometimento com o ambiente, sustentabilidade do planeta, os direitos humanos e a democracia.

Por opção do autor, o blog (não o blogger) não intervém na componente política, mas está comprometido com as Ciências da Terra e com o Ambiente, por isso, quebrando algumas regras, indico alguns blogues igualmente comprometidos com estas áreas a quem atribuí os prémios:

BIOTERRA - um blogue nacional intensamente comprometido com o ambiente;
Os INCANSÁVEIS - blogue brasileiro que divulga o ambiente do seu país e denuncia vários atentados contra este planeta;
GEOPEDRADOS - Divulgador da geologia do centro do país e um arauto na defesa da liberdade e dos professores;
CIÊNCIA AO NATURAL - Um blogue da área paleontologia que apresenta desafios científicos intercalados com alguma crítica social inteligente, apesar do blogger estar de férias no momento;
AMIGOS DOS AÇORES - Uma voz de denúncia dos atentados contra o ambiente e de divulgação edefesa da biodiversidade dos Açores;
De RERUM NATURA - Um blogue de cientistas de renome nacional dirigido a várias áreas do saber e do ensino (apesar de ter cortado o comentários recentemente).

Aos que premiaram o Geocrusoe, obrigado...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

FLORA AÇORIANA 2 - Euphorbia azorica

Normalmente quando se fala do ambiente e da flora as pessoas tendem a mencionar árvores de porte imponente e majestoso na paisagem ou plantas de flores vistosas, muitas vezes cultivadas nos nossos jardins. Mas toda a espécies no seu ambiente natural, mesmo que pareçam humildes são igualmente importantes para a preservação da natureza e fazem parte da biodiversidade que se pretende manter.

Escolhi para hoje uma planta endémica dos Açores de porte herbáceo, que ocorre nas zonas costeiras de todas as ilhas açorianas uma espécie com o nome científico Euphorbia azorica. Este tipo de nomes escreve-se sempre em itálico ou sublinhado.

Apesar de possuir uma beleza discreta, talvez passe despercebida a muita gente, embora seja suficientemente conhecida do povo para ter a denominação comum de Erva-leiteira, devido à cor branca do líquido que liberta quando ferida e característica desta família de plantas, onde se inclui a sua "prima" da qual se extrai o látex para a borracha.
Apesar de pequena, confinada a zonas de baixa altitude e de Sjögren referir que raramente cresce no seio de cascalho, os exemplares deste post foram todos recolhidos em calhau rolado da linha de costa e com um aspecto de que se encontram magnificamente ambientados ao habitat que ocupam.
Por fim como curiosidade, desde novo achei interessante as suas flores, que apesar de serem pequenas e amarelo esverdeado, desenvolvem várias folhas à sua volta de maior dimensão que no conjunto parecem ser flores verdes, uma cor que não associamos às flores, podem ver uma fotos desse pormenor aqui.

Bibliografia
Erik Sjögren (1984) "Açores Flores" Edição da Direcção Regional de Turismo.
Infopédia da Porto Editora
Wikipédia

Base de dados da Biodiversidade dos Açores

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

SEMANA DO MAR - o termo da festa

Tal como a vida e o fogo de artifício têm uma auge e um fim, também a Semana do Mar foi boa enquanto durou, mas teve o seu termo...

A festa ao longo da semana encheu de vida, beleza e cor o canal...

Mas houve uma última regata no festival náutico e um último vencedor.

O cortejo alegórico traz todas as freguesias à festa, temas que foram desde os primeiros hidroviões que atravessaram o Atlântico e escalaram a Horta...

até ao período das descobertas iniciadas por Portugal e este foi dono dos oceanos e concebeu esta cidade mar, um último carro a deixar vontade para a próxima Semana do Mar...

domingo, 9 de agosto de 2009

SEMANA DO MAR -ACTIVIDADES NÁUTICAS

O coração da Semana do Mar todos sabem onde está, no seio das águas da Baía da Horta e no Canal Faial-Pico, de onde tudo o resto emana, embora igualmente essencial à qualidade destas festas.

É verdade que existem provas de natação, remo, jet-ski, pólo-aquático, entre outras; mas aquelas que envolvem velas emprestam uma beleza singular ao cenário das Festas da Semana do Mar e desculpem-me a fraqueza: os botes beleeiros, além de belos, comovem-me, enchem-me de imagens dos livros de Dias de Melo e acordam histórias de infância com baleias e heróis destas ilhas. Uma actividade desaparecida na minha juventude.

Os passeios em botes baleeiros oferecidos ao longo da Semana do Mar aos visitantes e residentes resultam aquela actividade que sem dúvida ninguém deve perder.

A emoção, a experiência, as paisagem do Pico e da Horta vistas de um simples barco a navegar silenciosa e suavemente pelo vento, geram sensações que não há palavras que as descreva neste post... no participar está a verdade que se une ao prazer.

Nas regatas de botes baleeeiros reacende-se a rivalidade, agora completamente saudável, das antigas companhias da caça à baleia e renasce o herói baleeiro. Agora sem cachalote, apenas a alma de uns e outros povoa estes barcos, onde, por norma, impera o branco, algum ocre e o vermelho.

Ver os preparativos desta regata na baía é ver a alma do ilhéu do mar destas bandas dos Açores, é compreender melhor a diferença entre a caça à baleia por necessidade e meios artesanais e o whale watching moderno sofisticado e por puro prazer lúdico florescente nestas ilhas.

Ver o esforço do içar das velas é sentir a Horta e a sua história de cidade-mar, cidade-baía, cidade-porto e cais de abrigo com séculos de ligações entre o Velho e o Novo Mundo. É pensar que esta terra tornou-se humana com as descobertas e que o Atlântico corre-lhe nas suas veias e a mantém viva.
Horta é todo este Atlântico que une continentes e que a Semana do Mar desperta nesta ilha, o seu povo também é filho e habitante deste oceano, como qualquer cachalote, peixe ou monstro marinho mitológico.

(clique nas fotos para as ampliar)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

SEMANA DO MAR - TASQUINHAS

Podem ter mudado de lugar, melhorado as condições de saneamento ou ter estruturas mais amplas, que o espírito das tasquinhas, os aperitivos e a ementa (cardápio) mantém-se praticamente inalterável há mais de 30 anos.
Com petiscos à base da tradicional matança do porco: morcela, linguíça, torresmos de vinha-d'alhos e de toucinho, molha de carne, iscas de fígado ou bifanas de carne, onde predomina a fritura em banhas e óleos altamente saturados de tanto uso.
Estas "especialidades" têm como alternativa os produtos do mar: lapas grelhadas ou cruas, chicharros fritos, atum no forno, bifanas de albacora e por vezes caranguejos. Tudo frequentemente regado por cerveja à pressão, vinho tinto do pico ou um baratinho tinto ou verde do continente.
Isto faz a tradição destes espaços de convívio, animação e de recordação dos tempos em que o porco era a riqueza do homem do campo, a pesca a fartura do homem do mar e a costa a zona comum aos dois.

Hoje penetra a caipirinha do Brasil e surge a concorrência de restaurantes com gastronomia do continente... mas a tradição das tasquinhas, com tudo aquilo que doentiamente faz as delícias dos faialenses, mantém-se forte e inalterável ao longo do tempo.

Tudo isto é festa, é Semana do Mar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

SEMANA DO MAR - FOLCLORE INTERNACIONAL

Entre as sinergias surgidas na Semana do Mar com outras festas de verão nos Açores resulta a da presença de grupos de folclore estrangeiros, relacionados com um Festival Internacional de Folclore.
Devido à hora tardia dos concertos, opto por explorar outros eventos e regressar a casa a horas de ir trabalhar cedo no dia seguinte.
Assim, após uma ida à Festa do Livro, deparei-me com a actuação de um grupo folclórico vindo da Turquia. Entre danças guerreiras dos homens e outras mais pacíficas das mulheres, ficou-me apenas a impressão de estar perante uma comunidade com muito de europeu e tipicamente mediterrânica, apesar das suas especificidades.
Gostei de assistir ao espectáculo, sobretudo devido ao ritmo em aceleração da maioria das "modas" dançadas, com passos simples que parecem complexos devido à velocidade final, e pela forma como envolveram os espectadores presentes. Apesar de tudob senti a falta do canto a acompanhar as coreografias apresentadas como acontece cá mais para ocidente do Velho Mundo.
Valeu ainda por ser um momento de espreita para outra cultura pouco radicada no cristianismo.

Sei que houve presença de um grupo paraguaio na Semana do Mar... mas certamente os nossos caminhos não se cruzaram.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

SEMANA DO MAR - FESTA DO LIVRO - a agradável surpresa

No primeiro dia oficial da Semana do Mar fiz a minha habitual visita à feira do livro, este ano com o nome de Festa do Livro e apesar de continuar a não ocupar um espaço tão extenso como no ginásio da escola, a surpresa valeu a pena!

Além da variedade de títulos de autores internacionais, nacionais e regionais (expostos por editoras) e da diversidade de temas: romance, poesia, ensaio, divulgação cultural, livro infantil, etc. Foi a existência de grandes obras a pequenos preços o que mais me surpreendeu e pela positiva.
Já ouvira falar de projectos editoriais e oficiais para a edição de obras importantes a baixo custo e já vira alguns desses exemplos em viagem, mas tão grande diversidade de títulos de livros que marcaram épocas e são marcos da literatura nacional e internacional nunca experimentara.
Sempre fui um defensor do livro barato para expandir o hábito da leitura, tal como conhecia no Canada. Não sei ainda os resultados em termos de Portugal, mas comigo resulta e confesso que não só gastei nesta visita mais do que o habitual, como de longe bati todos os recordes de compra de obras numa única deslocação a livrarias ou feiras do livro neste país.
Se está no Faial e gosta de livros, APROVEITE!
À organização da Festa do Livro, PARABÉNS!
Às edições booket, bisleya, teorema e dom quixote, para já foram estas, OBRIGADO!

sábado, 1 de agosto de 2009

SEMANA DO MAR 2009 SEA WEEK

A Semana do Mar 2009 está aí, o Maior Festival Náutico de Portugal e dos Açores e é assim há muitas décadas...

Muito mar para quem gosta de mar: remo, vela, natação, regatas, corridas de baleeiras, etc. é escolher o que se gosta, é criar as suas equipas é competir saudavelmente. É apenas a Semana do Mar e isto já diz tudo!

Mas o povo está nesta festa também em terra: com etnografia, música tradicional, bandas filarmónicas, grupos de folclore, carros alegóricos em desfile, a rigor ou arranjados à última hora. Não há que temer é a Semana do Mar e o faialense é assim mesmo, capaz do melhor e do desenrascanço!

Folia pela noite dentro, nalguns casos pela madrugada fora, cuide-se quem trabalha, ninguém protesta, já se sabe é a Semana do Mar e isso para nós é muito!

Música boa e má, local e de fora, arte de rua, petiscos tradicionais, gastronomia cuidada, guloseimas doentias, concertos grátis, feiras de livros, artesanato e económicas, exposições, bazares diversos e barracas de ninharias de gosto duvidoso. Não importa, há festa, há bebida, há alegria, há convívio, uma miscelânea, é a Semana do Mar e isso é o que importa!... BOA SEMANA DO MAR 2009.

Consulte o programa aqui